A ficção e as narrativas corporativas

Gosto muito de ler, ficção principalmente. Com a quarentena, essa atividade se intensificou. E dia desses acabou a energia em casa no fim do dia. A luz de velas, lia no Kindle (um contrasenso, disse um amigo ao ver a foto no Stories do Instagram). Quando acabou a bateria do Kindle fiquei pensando o que aprendo com as histórias que leio – o que elas devolvem para o meu fazer diário.

Bom, resolvi trazer a minha reflexão de uma noite às escuras para cá, espero que seja útil para você e que possamos conversar sobre suas percepções.

As narrativas e o universo corporativo

Acredito que as narrativas no universo corporativo podem e devem aprender um tanto com a ficção. Já reparou como as histórias de que mais gosta (alô, alô, Netflix!) te envolvem? O rolê, na minha cabeça, é assim: primeiro você se envolve com o personagem.

É como se os planos e preocupações dele, de repente, importasse mais do que os seus (boletos) naquele momento. Você se coloca no lugar do personagem e imagina o que ele está sentindo <3 $ # % e por aí vai. Depois, no avanço dessa relação, você libera suas próprias emoções pro jogo. Ou seja, o que você sente vibra diante do que o personagem vive na história – em um ponto, nem sabemos mais o que é dele ou nosso! Se identificou até aqui?

Não sei se já se deu conta, mas, quando isso acontece, você libera para o personagem sensações e emoções que só fazem sentido, muitas vezes, na sua própria vida.

Eis que surge a pergunta: mas vem cá, Edu, isso aqui é o LinkedIn (rs). O que isso tudo importa para o discurso da minha empresa? Entendo que, diariamente, empresas estão inseridas em narrativas. Com isso, estar dentro dessa estrutura é interessante para ter conexão com quem se relaciona. Seria lindo sua empresa ter a mesma importância que um personagem tem para um espectador, não?

Entendo que as pessoas se envolvem com personagens na primeira situação, a partir da capacidade de compreender os dramas dele, dentro da sua perspectiva. Aqui, envolve a empatia de forma mais cognitiva. Ou seja, a comunicação, de alguma maneira, junto de outros elementos, gerou uma experiência entre a pessoa e o personagem (a empresa).

Já no segundo momento, é algo mais emocional. A gente vê nossas emoções misturadas ou refletidas naquele personagem. Ele nos representa em um nível emocional mesmo.

Para a construção de PERSONAS, por exemplo, é importante termos clareza de como podemos gerar diálogos que gerem essas conexões, que alcancem as emoções. Já na construção da narrativa, é importante entender que os elementos que nos formam (discurso, tom de voz, personificação da marca) para entender que abordagens queremos construir – o que vai na nossa narrativa que faz sentido no meu fazer.

Se olharmos isso pela ótica da ficção, fica mais fácil de compreender NARRATIVAS e PERSONAGENS (ou PERSONAS), na minha visão. Faz sentido para você?

Publicado originalmente no LinkedIn de Eduardo Alves

MANIFESTO

Como amantes das palavras, entendemos que contar histórias gera conexão e conhecimento.

Unimos essa arte milenar ao que há de mais criativo e tecnológico quando se deseja propor diálogo com públicos de interesse e criar conversas que levam ao conhecimento.

Somos uma frequência constante que valoriza memórias e sensações e transforma atitudes, comportamentos e crenças em narrativas.

Valorizamos a intuição, a criação e a inspiração.